"One day Im going to grow wings
A chemical reaction
Hysterical and useless
Hysterical and..."
13 de fev. de 2011
One day, I'm going to grow wings
31 de jan. de 2011
Um ser taciturno
Uma vez uma pessoa me disse que eu sou um ser taciturno. Sim, taciturno.
Eis aqui a significado de taciturno:
Prefiro falar por silêncios. Gosto de adivinhar o mais estranho e absurdo pensamento seu. Gosto de brincar com olhares. Prefiro não dar sentido à nada. Não quero sentido. Não quero palavras. Não quero nada.
A verdade é que sempre esperei muito das pessoas, quando muitas vezes nem eu mesma posso dar o que quero. Mas, agora, não quero nada. Eu não quero você, não quero ele, não quero ela. Não quero suas palavras e não quero sua vida. Não quero aos pedaços, não quero pouco. Não quero viver com a terrível constatação de ter tudo hoje, e não ter nada amanhã. Talvez ninguém queira.
Talvez por isso seja tão difícil ter encontros verdadeiros, singelos, puros. A maioria das pessoas não se entregam ao perigo de viver, de se arriscar, de se doar por inteiro. É tão mais fácil criar um escudo e continuar vivendo. É tão mais fácil se anestesiar e não se arriscar. É tão mais fácil viver, mas não estar vivendo, de fato.
Eu não me isento disso. (I'm not living, I'm just killing time) De tempos em tempos, crio verdadeiros escudos e carapuças que me impedem de ser o que realmente sou. E, então, vivo por viver. Vivo matando meu tempo. Vivo por ter que acordar 7 horas da manhã e ir realizar tarefas matinais. Vivo por dinheiro, ou pelo simples fato de que preciso "ter dinheiro". Crio em mim uma verdadeira ideia de que sou mais feliz em esconder o que tem de mais bonito em mim: eu mesma.
Não fuja de você. Pense, grite, corra, viva, se arrisque. Você é bobo? Seja você. Seja o Tom Hansen da Summer. Seja o Joel Barish da Clementine. Seja o idiota que você sempre foi.
Você a ama? Então mostre isso. Fale isso. Quebre pratos. Saia na chuva. Corra. Grite novamente. Chore. Sofra. Tente novamente falar o quanto você a ama. Se nada surtir efeito, chore novamente. Chore. Chore. Chore. Chore. Por dias, noites, madrugadas, vidas. Mas, depois, levante-se. E, não esqueça: continue na busca, sempre.
Eis aqui a significado de taciturno:
Talvez isso seja um pouco Clariceano demais, mas, sim, sou um ser silencioso, inquieto, imprevisível e sombrio. Não sei ser diferente: sou intensa demais, e como diz Maiakovski, "sou toda coração, em todas as partes pulso". Sim, sim, sim. Quero gritar, quero correr, quero dormir, quero viver, quero falar, quero entender: na minha hora, do meu jeito.adj. Que fala pouco; calado, silencioso.
Triste, tristonho, sombrio.
Prefiro falar por silêncios. Gosto de adivinhar o mais estranho e absurdo pensamento seu. Gosto de brincar com olhares. Prefiro não dar sentido à nada. Não quero sentido. Não quero palavras. Não quero nada.
A verdade é que sempre esperei muito das pessoas, quando muitas vezes nem eu mesma posso dar o que quero. Mas, agora, não quero nada. Eu não quero você, não quero ele, não quero ela. Não quero suas palavras e não quero sua vida. Não quero aos pedaços, não quero pouco. Não quero viver com a terrível constatação de ter tudo hoje, e não ter nada amanhã. Talvez ninguém queira.
Talvez por isso seja tão difícil ter encontros verdadeiros, singelos, puros. A maioria das pessoas não se entregam ao perigo de viver, de se arriscar, de se doar por inteiro. É tão mais fácil criar um escudo e continuar vivendo. É tão mais fácil se anestesiar e não se arriscar. É tão mais fácil viver, mas não estar vivendo, de fato.
Eu não me isento disso. (I'm not living, I'm just killing time) De tempos em tempos, crio verdadeiros escudos e carapuças que me impedem de ser o que realmente sou. E, então, vivo por viver. Vivo matando meu tempo. Vivo por ter que acordar 7 horas da manhã e ir realizar tarefas matinais. Vivo por dinheiro, ou pelo simples fato de que preciso "ter dinheiro". Crio em mim uma verdadeira ideia de que sou mais feliz em esconder o que tem de mais bonito em mim: eu mesma.
Não fuja de você. Pense, grite, corra, viva, se arrisque. Você é bobo? Seja você. Seja o Tom Hansen da Summer. Seja o Joel Barish da Clementine. Seja o idiota que você sempre foi.
Você a ama? Então mostre isso. Fale isso. Quebre pratos. Saia na chuva. Corra. Grite novamente. Chore. Sofra. Tente novamente falar o quanto você a ama. Se nada surtir efeito, chore novamente. Chore. Chore. Chore. Chore. Por dias, noites, madrugadas, vidas. Mas, depois, levante-se. E, não esqueça: continue na busca, sempre.
27 de jan. de 2011
Entre nós.
Quando tudo pareceu sem tom, sem graça, sem som, você chegou. Sim, você. Eu não esperei em nenhum momento pela "grande pessoa", pelo "grande momento", ou pelo "grande amor". Já não acreditava em grandes, absurdos e mágicos amores. Já não acreditava que em algum momento existiria uma contemplação interior tão imensa e tão intensa que me perderia dentre os nós. Agora os nossos nós se perderam entre eu e você."Às vezes parece até que a gente deu um nó"
Já não acreditava em bons dias, boas tardes e boas noites. Já não acreditava em momentos únicos e desconsertos necessários. Durante algum tempo, vivemos um mundo paralelo e não acreditamos estar no mesmo lugar. Eu estava aqui, você estava aí, mas, ao mesmo tempo, entre os nossos nós e nossos eus, estavámos no mesmo lugar.
Deito-me nos seus braços e peço para que fique em silêncio. Comunicamos aos nossos muitos eus o sentimento de olhar, de contemplar, de sentir tudo o que se passa ao nosso redor. Ao pôr-do-sol, enquanto olho os seus olhos, penso: chegamos perto da perfeição.
As nossas paredes são limites. O nosso amor é uma pequena amostra desse lugar. Pequenos, breves e sarcásticos momentos vivemos enquanto outros olham e pensam: como são singelos os seus olhares, tão ilegais.
Penso nesses nós e nesses eus. Penso em você e em mim. Eu poderia morrer agora e ainda lembrar que me baguncei inteira dentro de você e agora estou perdida. Poderia ir embora agora e ainda assim lembrar que estive perto da ideia mais sensível e singela de "amor". Poderia escrever um livro com as linhas e os nós, com as palavras e os gestos. Poderia desenhar todos os seus movimentos e gravar no meu eu mais íntimo. Poderia escrever em mim todas as suas palavras, poderia fincar no meu coração os nossos dias. Poderia escrever o mundo nas suas mãos e te dar de presente o que tem de mais bonito em mim. Entrego à você os meus nós e as minhas linhas. Receba-me.
4 de nov. de 2010
#de outro lugar
Acordei numa manhã ensolarada de um quase novembro esquecido. Tinha tudo dentro de mim. Tinha esperanças, amores, fantasias. Agora só resta alguma coisa indefinível e incomunicável. Não sinto nada mais do que um simples medo e pavor de que as coisas dentro de mim estejam esquecidas. Do resto, tenho um súbito desejo de que aqui dentro não exista só folhas secas e galhos tortos. Estou tão esquecida e tão estagnada que nenhum desejo brota em mim. Estou só.
Eu tentei de todas as formas organizar mentalmente o que eu sinto, da forma que eu sinto, em que circunstâncias eu sinto. Pobre de mim, não sabia que a definição limita a possibilidade de crescimento e de potência. Quis muito esquecer todos os janeiros, fevereiros, marços, abris, maios, junhos, julhos, agostos. Quis apagar tudo em mim, me perder no infinito da minha pequena existência. Quis ser diferente, quis tentar, quis mudar. Mas, de forma alguma sabia que algumas feridas não cicatrizam tão rapidamente. O sangue brota, a ferida fica.
Nunca soube de todas as pessoas que existem em mim. Mas, são tantas, tão vastas e tão distintas que você seria incapaz de reconhecê-las. Sou eu, em mim, em você, e em outras mil pessoas. Hoje sou tudo e não sou nada. Hoje não quero nada mais do que um simples suspiro me avisando da próxima parada. Para onde vamos? Quem me guia? Hoje sou só essa pessoa que está eternamente a procura do inexistente.
Eu quero ir embora. De mim, dos outros, de você. Queria poder acordar e não lembrar de nada o que aconteceu até hoje. Queria ser nova. Queria acordar em um novo corpo, em uma nova cidade, com uma nova família. Queria esquecer todos os segundos que se passaram até hoje. Queria poder entender tudo isso e não ter a sensação de que tudo está indo embora aos poucos...
Tudo foi embora... Sou uma torneira vazando gota por gota. Sou uma gota de orvalho em um inverno esquecido. Não sou nada. Não quero ser nada e não quero ter nada, apenas por um segundo, apenas por esse momento.
Eu tentei de todas as formas organizar mentalmente o que eu sinto, da forma que eu sinto, em que circunstâncias eu sinto. Pobre de mim, não sabia que a definição limita a possibilidade de crescimento e de potência. Quis muito esquecer todos os janeiros, fevereiros, marços, abris, maios, junhos, julhos, agostos. Quis apagar tudo em mim, me perder no infinito da minha pequena existência. Quis ser diferente, quis tentar, quis mudar. Mas, de forma alguma sabia que algumas feridas não cicatrizam tão rapidamente. O sangue brota, a ferida fica.
Nunca soube de todas as pessoas que existem em mim. Mas, são tantas, tão vastas e tão distintas que você seria incapaz de reconhecê-las. Sou eu, em mim, em você, e em outras mil pessoas. Hoje sou tudo e não sou nada. Hoje não quero nada mais do que um simples suspiro me avisando da próxima parada. Para onde vamos? Quem me guia? Hoje sou só essa pessoa que está eternamente a procura do inexistente.
Eu quero ir embora. De mim, dos outros, de você. Queria poder acordar e não lembrar de nada o que aconteceu até hoje. Queria ser nova. Queria acordar em um novo corpo, em uma nova cidade, com uma nova família. Queria esquecer todos os segundos que se passaram até hoje. Queria poder entender tudo isso e não ter a sensação de que tudo está indo embora aos poucos...
Tudo foi embora... Sou uma torneira vazando gota por gota. Sou uma gota de orvalho em um inverno esquecido. Não sou nada. Não quero ser nada e não quero ter nada, apenas por um segundo, apenas por esse momento.
14 de out. de 2010
and I miss you is not enough
This is not a love story.
This is a sad, sad, sad illusion.
Você nunca imagina que algumas coisas vão acontecer justamente com você. Sim, com você. Por que não com o Joãozinho? Por que não com a Mariazinha? Por que não com a Ana, a Beth, a Fernanda? Por que você? Por que você foi escolhido?
Você se pergunta todos os dias a mesma coisa. Por quê? Por que aconteceu com você? Por que logo você? E nenhuma resposta surge do eco e do abismo da pergunta. Por quê? Por quê? Por quê? Nenhuma resposta, nenhuma voz, nenhuma explicação. Nada. Ninguém vai falar porque isso aconteceu logo com você.
Algumas pessoas vão tentar elaborar algumas respostas. Você vai se acostumar com algumas pouco a pouco, já que a grande resposta nunca irá surgir. Outras respostas como: "era para ter sido", "aconteceu", ou simplesmente, "é a vida", vão fazer você se sentir um pouco mais confortável.
A velha pergunta ainda estará lá. Gritando todos os dias, lutando contra seu corpo e seu espírito. A velha pergunta escutará músicas e verá rostos e você continuará louco se perguntando: por que comigo? Por que assim? Por que dessa forma?
Depois de um tempo você começa a entender que talvez a pergunta não precisa ser dirigida a uma grande voz, um grande eco ou a uma grande pessoa, mas a você mesmo. A velha pergunta começará a perturbar seu sono e não deixará você dormir. Pensará, calmo, que talvez não exista resposta para a velha pergunta.
Que grande, velha, péssima e angustiante pergunta! Você já não suporta acordar todos os dias pensando na mesma questão. Você se perguntará todos os dias porque a distância é a melhor solução para todos as perguntas. Você pensará: "não cultivarei a distância, não suportarei os dias".
Os dias passam e a mesma sensação de fracasso e de ilusão permeia seu cotidiano. "Por que não posso.. Por que não posso ficar perto?" Você pensa. A velha discussão sobre como poderemos ser melhores longe um do outro nos habita pouco a pouco...mas você continua pensando: por quê? Por que tão duro, tão de repente?".
E então, em um de repente não mais que de repente, você chega a conclusão que não se trata da terceira pessoa do singular, mas sim da primeira pessoa do singular..De uma hora para outra, as velhas questões, velhas respostas e velhas perguntas começam a se ressignificar, e você começa a utilizar o "eu": E eu, que plantei no meu jardim tudo o que existe de melhor em mim e em você. E eu, que jamais acreditei em tardes ensolaradas e pensamentos desconcertantes. E eu, que não acreditava que sorrisos poderiam me fazer sorrir. E eu, que sentei ao seu lado, em uma tarde de sábado... e vivi tudo aquilo que um dia achei que não pudesse viver. E eu, que passei a acreditar que momentos sinceros e bonitos ainda são possíveis de acontecer...
Construi em mim todas as coisas mais bonitas, mais claras e mais doces. Achei que estava alimentando uma erva daninha, mas acabei plantando uma grande samambaia. Você começou a destruir minhas janelas, minhas paredes, meus limites. Você...
Estou ácida e seca por dentro. Vivo na esperança de "um dia depois..". Vivo o momento em que você voltará. Sempre, aqui, na minha vida, no meu quarto, nos meus livros, nos meus cds, nas minhas lembranças. Nas minhas canetas, nos meus papéis, na minha escrita. Vivo o "você-em-mim". Vivo a oportunidade de mais um dia ensolarado, de mais uma noite doce. Vivo suas palavras, seus gestos, seu sorriso.
Não sei se estou vivendo, quem sabe amanhã...quem sabe depois, quem sabe "um dia após esse dia", quem sabe um dia após essa tarde. Quem sabe sempre, quem sabe hoje, quem sabe agora.
Talvez hoje, amanhã, ou daqui um mês, você possa reviver em mim. Talvez você apareça em 367 dias. Talvez eu esteja longe de casa, talvez eu seja alguém que você não conheceu hoje. Talvez esteja entretida com minhas outras questões existenciais. E aí, talvez, você pense que seja mais fácil e mais prático você simplesmente sumir. E você some...
This is a sad, sad, sad illusion.
Você nunca imagina que algumas coisas vão acontecer justamente com você. Sim, com você. Por que não com o Joãozinho? Por que não com a Mariazinha? Por que não com a Ana, a Beth, a Fernanda? Por que você? Por que você foi escolhido?
Você se pergunta todos os dias a mesma coisa. Por quê? Por que aconteceu com você? Por que logo você? E nenhuma resposta surge do eco e do abismo da pergunta. Por quê? Por quê? Por quê? Nenhuma resposta, nenhuma voz, nenhuma explicação. Nada. Ninguém vai falar porque isso aconteceu logo com você.
Algumas pessoas vão tentar elaborar algumas respostas. Você vai se acostumar com algumas pouco a pouco, já que a grande resposta nunca irá surgir. Outras respostas como: "era para ter sido", "aconteceu", ou simplesmente, "é a vida", vão fazer você se sentir um pouco mais confortável.
A velha pergunta ainda estará lá. Gritando todos os dias, lutando contra seu corpo e seu espírito. A velha pergunta escutará músicas e verá rostos e você continuará louco se perguntando: por que comigo? Por que assim? Por que dessa forma?
Depois de um tempo você começa a entender que talvez a pergunta não precisa ser dirigida a uma grande voz, um grande eco ou a uma grande pessoa, mas a você mesmo. A velha pergunta começará a perturbar seu sono e não deixará você dormir. Pensará, calmo, que talvez não exista resposta para a velha pergunta.
Que grande, velha, péssima e angustiante pergunta! Você já não suporta acordar todos os dias pensando na mesma questão. Você se perguntará todos os dias porque a distância é a melhor solução para todos as perguntas. Você pensará: "não cultivarei a distância, não suportarei os dias".
Os dias passam e a mesma sensação de fracasso e de ilusão permeia seu cotidiano. "Por que não posso.. Por que não posso ficar perto?" Você pensa. A velha discussão sobre como poderemos ser melhores longe um do outro nos habita pouco a pouco...mas você continua pensando: por quê? Por que tão duro, tão de repente?".
E então, em um de repente não mais que de repente, você chega a conclusão que não se trata da terceira pessoa do singular, mas sim da primeira pessoa do singular..De uma hora para outra, as velhas questões, velhas respostas e velhas perguntas começam a se ressignificar, e você começa a utilizar o "eu": E eu, que plantei no meu jardim tudo o que existe de melhor em mim e em você. E eu, que jamais acreditei em tardes ensolaradas e pensamentos desconcertantes. E eu, que não acreditava que sorrisos poderiam me fazer sorrir. E eu, que sentei ao seu lado, em uma tarde de sábado... e vivi tudo aquilo que um dia achei que não pudesse viver. E eu, que passei a acreditar que momentos sinceros e bonitos ainda são possíveis de acontecer...
Construi em mim todas as coisas mais bonitas, mais claras e mais doces. Achei que estava alimentando uma erva daninha, mas acabei plantando uma grande samambaia. Você começou a destruir minhas janelas, minhas paredes, meus limites. Você...
Estou ácida e seca por dentro. Vivo na esperança de "um dia depois..". Vivo o momento em que você voltará. Sempre, aqui, na minha vida, no meu quarto, nos meus livros, nos meus cds, nas minhas lembranças. Nas minhas canetas, nos meus papéis, na minha escrita. Vivo o "você-em-mim". Vivo a oportunidade de mais um dia ensolarado, de mais uma noite doce. Vivo suas palavras, seus gestos, seu sorriso.
Não sei se estou vivendo, quem sabe amanhã...quem sabe depois, quem sabe "um dia após esse dia", quem sabe um dia após essa tarde. Quem sabe sempre, quem sabe hoje, quem sabe agora.
Talvez hoje, amanhã, ou daqui um mês, você possa reviver em mim. Talvez você apareça em 367 dias. Talvez eu esteja longe de casa, talvez eu seja alguém que você não conheceu hoje. Talvez esteja entretida com minhas outras questões existenciais. E aí, talvez, você pense que seja mais fácil e mais prático você simplesmente sumir. E você some...
6 de out. de 2010
peça um drink
e tudo começa quando você acorda, escova os dentes, toma banho, toma café...
sim. cotidianamente quase não lembramos desses fatos. acordamos - com sono, cansado, puto, ou seja lá o que for - pois é. o mais engraçado é que jamais pensamos nisso - sim, que acordamos -, raro algumas vezes que é penoso acordar. pois é. acordamos. tomamos café. escovamos os dentes.
o fato é que todos os dias parecem iguais, mas não são, jamais são. algumas vezes acordamos, outras vezes não. às vezes queremos continuar dormindo - por sono ou por sonho. mas, o que quero falar aqui não é precisamente sobre o começo de tudo.
sua vida começa - e termina - quando algo de diferente acontece. a sua vida começa quando você se apaixona. quando você sente raiva, sente dor, ou... quando você pede um drink.
quando você se apaixona e não tem a mínima idéia do que a outra pessoa sente - bem, isso acontece muitas vezes - aí é que a vida realmente começa! vamos lá para os detalhes principais:
1) você não consegue dormir bem;
2) você não tem concentração para realizar qualquer tipo de atividade;
3) você passa o dia inteiro olhando pro celular esperando a bendita mensagem ou a bendita ligação - e ela não chega!;
4) você tenta, tenta, tenta. você faz de tudo, tudo, para pelo menos receber o mínimo de atenção;
5) de repente, aquela ligação ou aquela mensagem modifica todo o seu dia;
6) depois, você passa uns cinco dias morrendo, segurando suas mãos para evitar qualquer toque desnecessário, qualquer risco;
7) novamente... você passa o tempo inteiro checando o celular, e até se questiona se a rede telefônica não está impedindo uma ligação ou uma mensagem, e você morre só de pensar nisso!
8) você faz de tudo para evitar qualquer tipo de aproximação, para não piorar a sua situação dramática e falida - loser e pós-moderna;
9) você checa todas as suas músicas só para ter uma idéia de qual música pareceria mais com aquela pessoa - e sim, se achar, bem, isso é um risco;
10) depois de cinco, seis, sete, dez, doze, quatorze dias... você começa a se acostumar com a idéia de que a vida é pós-moderna, os relacionamentos são fugazes, o amor é líquido, e as mensagens são meras coincidências da vida - irônicas, sarcásticas e sem graça.
11) mas, tudo bem - pensa você. algum dia você vai estar na posição do destinatário. sim, algum dia.
a questão é... sabemos de todos esses pequenos detalhes, sabemos dos riscos, sabemos dos nós, das linhas, das teias. sabemos do perigo de demonstrar carinho ou afeição, e ... também sabemos da possibilidade do menor retorno. sabemos, mas corremos... lutamos, ferimos, somos feridos, e, ainda assim... continuamos.
de qualquer forma, como disse o meu querido caio f, amigo de todas as horas... "quando sentir algo muito forte, peça um drink.". precisamente neste minuto, é uma pena que eu não tenho um drink.
sim. cotidianamente quase não lembramos desses fatos. acordamos - com sono, cansado, puto, ou seja lá o que for - pois é. o mais engraçado é que jamais pensamos nisso - sim, que acordamos -, raro algumas vezes que é penoso acordar. pois é. acordamos. tomamos café. escovamos os dentes.
o fato é que todos os dias parecem iguais, mas não são, jamais são. algumas vezes acordamos, outras vezes não. às vezes queremos continuar dormindo - por sono ou por sonho. mas, o que quero falar aqui não é precisamente sobre o começo de tudo.
sua vida começa - e termina - quando algo de diferente acontece. a sua vida começa quando você se apaixona. quando você sente raiva, sente dor, ou... quando você pede um drink.
quando você se apaixona e não tem a mínima idéia do que a outra pessoa sente - bem, isso acontece muitas vezes - aí é que a vida realmente começa! vamos lá para os detalhes principais:
1) você não consegue dormir bem;
2) você não tem concentração para realizar qualquer tipo de atividade;
3) você passa o dia inteiro olhando pro celular esperando a bendita mensagem ou a bendita ligação - e ela não chega!;
4) você tenta, tenta, tenta. você faz de tudo, tudo, para pelo menos receber o mínimo de atenção;
5) de repente, aquela ligação ou aquela mensagem modifica todo o seu dia;
6) depois, você passa uns cinco dias morrendo, segurando suas mãos para evitar qualquer toque desnecessário, qualquer risco;
7) novamente... você passa o tempo inteiro checando o celular, e até se questiona se a rede telefônica não está impedindo uma ligação ou uma mensagem, e você morre só de pensar nisso!
8) você faz de tudo para evitar qualquer tipo de aproximação, para não piorar a sua situação dramática e falida - loser e pós-moderna;
9) você checa todas as suas músicas só para ter uma idéia de qual música pareceria mais com aquela pessoa - e sim, se achar, bem, isso é um risco;
10) depois de cinco, seis, sete, dez, doze, quatorze dias... você começa a se acostumar com a idéia de que a vida é pós-moderna, os relacionamentos são fugazes, o amor é líquido, e as mensagens são meras coincidências da vida - irônicas, sarcásticas e sem graça.
11) mas, tudo bem - pensa você. algum dia você vai estar na posição do destinatário. sim, algum dia.
a questão é... sabemos de todos esses pequenos detalhes, sabemos dos riscos, sabemos dos nós, das linhas, das teias. sabemos do perigo de demonstrar carinho ou afeição, e ... também sabemos da possibilidade do menor retorno. sabemos, mas corremos... lutamos, ferimos, somos feridos, e, ainda assim... continuamos.
de qualquer forma, como disse o meu querido caio f, amigo de todas as horas... "quando sentir algo muito forte, peça um drink.". precisamente neste minuto, é uma pena que eu não tenho um drink.
Assinar:
Postagens (Atom)